Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda e certa; e ele descera sobre nos como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6:3)

01 Mensagem da Salvação

discipuladoLIÇÃO 01 - MENSAGEM DA SALVAÇÃO

 

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef.2:8,9)

 

I. O MOTIVO DA CRIAÇÃO

O propósito de Deus ao criar o homem era constituir uma família de muitos filhos semelhantes ao Seu Filho Jesus (Rm.8:28,29). Mas o Criador não queria homens e mulheres que O seguissem por imposição, mas por livre escolha. Por isso, colocou a árvore do “Conhecimento do Bem e do Mal” no meio do Jardim. Esta árvore era uma porta de saída, caso Adão e Eva escolhessem viver sem Deus (Gn.2:15-17).

II. O PECADO E SUAS CONSEQÜÊNCIAS

Apesar de usufruir das delícias do Éden e conviver em perfeita harmonia com Deus, Adão escolheu a desobediência (significado da palavra “pecado”) e foi destituído da glória (privilégios) concedida por Deus e condenado à morte (Gn.3:17-19; Rm.6:23).

Morte, no entanto, não significa extinção, mas separação:

1. A morte espiritual é a separação temporal entre Deus e o homem (Ef.2:1);
2. A morte física é a separação entre o corpo e o espírito (Tg.2:26);
3. A segunda morte é a separação eterna entre Deus e o homem (II Ts.1:8,9).

Como cabeça (representante) da raça humana, Adão transmitiu a toda sua descendência a consequência do pecado, condenando toda a humanidade à morte (Rm.5:12).

Além da maldição da morte, o pecado alterou a natureza humana, criando no ser humano uma tendência para o mal. Esta tendência pode ser observada já na infância, quando a criança desafia os pais (Sl.51:5; Rm.7:14-21).

O pecado original (desobediência de Adão), somado aos nossos próprios pecados individuais, não só nos tornou culpados perante Deus, mas nos desqualificou quanto à buscar a justificação (absolvição) por meio da nossa justiça própria ou boas obras (Is.64:6,7).

Por outro lado, a natureza de Deus exige a punição de todo pecado, pois “justiça e juízo são a base do Seu trono.” (Sl.89:14). Imaginem um sistema de justiça que não punisse os crimes cometidos contra a lei. Como ficaria a sociedade? No caso de Deus, não se trata apenas de uma sociedade, mas de toda a criação (Rm.8:20,21).

Um dia todo homem terá que comparecer perante o tribunal de Deus e prestar contas de todos os seus atos. Este dia é conhecido como o juízo final (Ap.20:11-15).

III. AS BOAS NOVAS

Deus, no entanto, tomou sobre si a responsabilidade de reconciliar o homem consigo mesmo (Jo.3:16). Em vez de punir os pecados individuais de cada homem, Deus os colocou sobre seu Filho Jesus e os julgou na cruz (Rm.8:3; I Pe.1:18-21; 3:18).

O perdão dos pecados e a reconciliação com Deus agora são oferecidos a todos, gratuitamente, mediante a fé na obra redentora de Jesus Cristo (Ef.2:8,9; I Tm.2:4-6). Por isto, atenção! Quando tentamos ser aceitos por Deus por meio dos nossos próprios méritos, estamos afirmando que as nossas boas obras têm mais peso para Deus do que o sangue de Cristo. É uma grande ofensa para Deus e jamais serão aceitas (Rm.10:3,4; Gl.2:21; Fl.3:8,9).

Existem apenas dois caminhos, com dois destinos diferentes: o céu ou o inferno; é nossa atitude para com Cristo que determina nossa sorte eterna (Jo.3:18; Mt.10:28).

 

Wilson Linhares Castro


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