Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda e certa; e ele descera sobre nos como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6:3)

03 Batismo no Espírito Santo

discipuladoLIÇÃO 03 - BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

 

“… e recebereis o dom do Espírito Santo; porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (At.2:38,39)

 

I. QUEM É O ESPÍRITO SANTO?

O Espírito Santo não é uma energia cósmica. Ele é a terceira pessoa da Trindade por cujo poder o universo foi criado e hoje é sustentado (Gn.1:2). Foi para Ele e para o Filho que Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem.” (Gn.1:26). O Espírito Santo não é apenas uma pessoa distinta do Pai e do Filho. Ele é muito mais. Ele é Deus, co-igual com o Pai e com o Filho (Mt.28:19; II Co.13:13).

Porque o Espírito Santo é uma pessoa, Ele pensa, sente, se comunica e exerce Sua própria vontade (Jo.16:12-14). Ele está presente em todas as fases do nosso caminhar com Deus: a) na conversão (Jo.16:7,8); b) na regeneração (Tt.3:4-6); c) na santificação (II Ts.2:13) e d) na nossa glorificação, na volta de Jesus (Ef.1:19,20).

II. O QUE É O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO?

A Bíblia fala de dois batismos na experiência cristã. O primeiro, que já estudamos, é o batismo nas águas (Mt.28:19); o segundo, é o batismo no Espírito Santo (Mt.3:11). Este último é uma experiência posterior à conversão na qual o crente é cheio do Espírito Santo e recebe poder para testemunhar e ministrar (Lc.24:49; At.1:8).

É importante esclarecer que, assim que uma pessoa se converte, recebe o Espírito Santo no seu espírito (Jo.3:5-8; Rm.8:9-11). Esta experiência inicial se chama de “habitação do Espírito”. É porque o Espírito Santo habita em nós que entendemos verdades espirituais (I Co.2:12,13) e o pecado não tem mais poder sobre nós (Rm.6:14).

O batismo no Espírito Santo, todavia, é uma experiência posterior. Como vimos, ele ocorre num segundo momento após a conversão. Alguém, portanto, pode ser convertido e ainda não ser batizado no Espírito Santo (At.8:14-17).

Jesus, em João 7:37-39, compara o batismo no Espírito com um poço que é cavado até atingir um lençol d’água de onde fluem rios de “águas vivas” (Gn.26:19; Jr.2:13). Em muitos lugares da Terra Santa se encontram fontes de “águas vivas”, isto é, nascentes. Na ilustração de Jesus, o lençol d’água é o Espírito Santo habitando em nosso espírito e o poço é o meio que Jesus usa, a saber: o batismo no Espírito Santo, para liberar o poder de Deus em nossas vidas.

III. QUAL A SUA IMPORTÂNCIA PARA A VIDA CRISTÃ?

A vida cristã normal deve ser uma vida cheia de experiências sobrenaturais com Deus. Como afirma Paulo: “O reino de Deus não consiste em palavra, mas em poder” (I Co.4:20). Esta verdade é confirmada e prometida por Jesus, quando diz: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (Jo.14:12). Estas “obras maiores” estão exemplificadas em textos como Mt.10:8; Mc.16:17,18, Rm.15:18,19; I Ts.1:5 e I Co.2:4,5; 12:7-11. No entanto, tudo isto só é possível com o Batismo no Espírito Santo.

É por este motivo que, em Lucas 24:49 e Atos 1:8, Jesus ordenou aos Seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que recebessem o Batismo no Espírito Santo e fossem revestidos de poder.

A palavra “poder”, no grego, é dunamis e significa manifestação do sobrenatural de Deus. Por isto, em muitos textos das Escrituras esta mesma palavra é traduzida como “milagre”. Por exemplo: Mc.9:39; I Co.12:10; Gl.3:5. Curiosamente, a palavra “dinamite” e “dínamo” têm sua raiz em dunamis.

Este poder está presente nas nove manifestações sobrenaturais do Espírito Santo, enumerados em I Coríntios 12:7-11:

(1) palavra de sabedoria – saber de forma sobrenatural como lidar com certa situação;
(2) palavra de conhecimento – conhecer de forma sobrenatural fatos ocultos;
(3) fé – certeza sobrenatural de que Deus vai agir em determinada circunstância;
(4) dons de cura – capacidade sobrenatural para curar enfermos;
(5) operação de milagres – capacidade sobrenatural de realizar o impossível;
(6) profecia – capacidade sobrenatural para falar o que está no coração de Deus;
(7) discernimento de espíritos – capacidade sobrenatural de ver o invisível;
(8) variedade de línguas – capacidade sobrenatural para falar numa língua desconhecida;
(9) interpretação das línguas – capacidade sobrenatural de interpretação.

Além de receber poder sobrenatural (conhecido também como “unção”), a sensibilidade e intuição espiritual do crente são aguçadas, capacitando-o a discernir a voz e o mover do Espírito Santo (Jo.16:12-15; At.2:16-21).

Por isto, Paulo, a exemplo de Jesus, também deu grande importância ao Batismo no Espírito Santo (At.19:1-7).

IV. QUAL A EVIDÊNCIA INICIAL DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO?

Falar em línguas estranhas é a prova por excelência do batismo no Espírito Santo (Mc.16:17; At.2:4; 19:6);

V. COMO RECEBER O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

1. Aquele que deseja passar pela experiência do Batismo no Espírito Santo deve pedi-la. (Lc.11:13);
2. Todavia, deve pedi-la com fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus. (Hb.11:6; Tg.1:6,7);
3. Pedir com fé significa receber pela fé. Como diz Paulo: “para que em Cristo Jesus a bênção de Abraão chegasse também aos gentios, a fim de que recebêssemos pela fé o Espírito Santo.” (Gl.3:14);
4. A motivação, contudo, deve estar correta, pois muitos buscam esta experiência sem estarem dispostos a obedecer ao Senhor e ser usados por Ele (At.5:32);
5. A imposição de mãos parece acompanhar o batismo no Espírito Santo. Logo, devemos também receber oração de outros irmãos (At.8:17);
6. A Bíblia diz: “Se vocês, sendo maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está nos céus dará o Espírito Santo a quem o pedir!” (Lc.11:13). Peça e receba o Batismo pela fé, pois ”tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá.”(Mc.11:24);
7. Após pedir pare de falar em sua língua materna e, pela fé, comece a pronunciar as palavras que vierem à sua mente ou se formarem em tua boca. Não tenha receio das palavras, apesar de lhes parecerem estranhas (Is.28:11). Não se entende o que se diz, mas isto não importa. Deus entende (I Co.14:2,14).

Wilson Linhares Castro


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