Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda e certa; e ele descera sobre nos como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6:3)

09 Evangelização

discipuladoLIÇÃO 09  - EVANGELIZAÇÃO

 

“Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.” (Mc.16:15).

 

 I. O QUE É O EVANGELHO

A palavra Evangelho (euangélion, no grego) significa “boas novas” e se refere à salvação que vem por meio de Jesus Cristo (I Co.15:1-4). Evangelizar é proclamar estas boas novas as pessoas que ainda não tiveram uma experiência com Jesus (Rm.15:20,21).

II. A IMPORTÂNCIA DA EVANGELIZAÇÃO      

O homem que não se rende a mensagem da cruz está condenado a passar a eternidade separado de Deus num lugar de grande tormento chamado Inferno (Mt.13:41;42; Ap.20:13,15). A vontade de Deus, no entanto, é que nenhum se perca, mas que todos tenham a vida eterna (II Pe.3:9). Todavia, se não há quem anuncie o Evangelho, os homens jamais chegarão ao conhecimento da verdade (Rm.10:13-15).

“Multiplicai-vos e enchei a terra” é uma lei da natureza que Deus criou para que as espécies se perpetuassem sobre a face da terra. A mesma lei se aplica ao mundo espiritual. Só que, enquanto no mundo natural a procriação vem por meio do acasalamento, no mundo espiritual ela vem pela evangelização.   

III. UMA MISSÃO PARA TODOS         

Evangelizar é uma missão que cabe a todos os cristãos e não somente a alguns, pois somos todos embaixadores do Reino de Deus (II Co.5:18-20).  Aliás, o principal motivo do batismo no Espírito Santo é capacitar os crentes para este ministério de reconciliação (At.1:8; I Pe.1:12).

Entretanto, evangelizar é muito mais do que uma obrigação que cumprimos para descarga de consciência. É um modo de vida e deve ser tão natural quanto à própria procriação. Não devemos precisar separar um dia ou um horário para falar de Jesus. Isto deve acontecer naturalmente no nosso dia-a-dia ao entrarmos em contato com as pessoas que estão no mundo.

A Bíblia diz que “a boca fala do que está cheio o coração” (Lc.6:45). Logo, se o meu coração está “cheio” de Jesus, sempre o incluirei nas minhas conversas, não importa com quem eu estiver conversando (crente ou incrédulo). Lucas relata: “Os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem.” (At.8:4)

Não são palavras bonitas e eloquentes  nem argumentos inteligentes que levam as pessoas a Cristo, mas tão-somente a mensagem simples do Evangelho, que traz em si mesma uma unção que apela não para a mente ou emoção do homem, mas para o seu coração (I Co.2:1,2; Jó 36:8-12).

IV. AS TRÊS ETAPAS DA EVANGELIZAÇÃO       

Há três etapas que podemos seguir na evangelização:

a) sondar - lançamos uma palavra referente ao Evangelho para verificar se a pessoa está receptiva. Se ela demonstrar falta de interesse, não prosseguimos. Todavia, se ela for receptiva, passamos para a etapa seguinte;

b) testemunhar - limita-se ao testemunho daquilo que Jesus tem feito em nossas vidas. Se a pessoa ainda continua interessada, prosseguimos para a última etapa;

c) proclamar – é nesta etapa que anunciamos o Evangelho.

Caso a pessoa decida por Cristo segue uma oração de arrependimento e entrega que a pessoa deve repetir:

“Deus, eu reconheço que sou um pecador e que precisa de salvação. Arrependo-me de ter vivido a minha vida longe de Ti. No entanto, reconheço que as minhas boas obras e boas intenções não são suficientes para eu entrar no céu. Por isso, eu recebo o perdão que vem pelo sangue derramado na cruz. Eu creio que a morte e ressurreição de Jesus foram suficientes para me absolverem de todos os meus pecados. Agora renuncio as trevas e o mundo e confesso a Jesus Cristo, o Filho de Deus, como meu Senhor e Rei. Obrigado. Amém.”  

V. EVANGELIZAR NUNCA É EM VÃO

A Bíblia ensina que a conversão é um processo (I Co.3:6-9). Ela pode ser comparada a agricultura, que é composta de quatro fases:

1) primeiro a terra é arada,
2) depois vem à semeadura,
3) o solo plantado então é regado,
4) por fim, vem a colheita.

Ora, quando anunciamos o evangelho para alguém nunca sabemos em que fase ela está. Talvez estejamos dando início ao processo, arando o solo dura de um coração incrédulo ou, então, regando onde outro já semeou. Portanto, mesmo não havendo um resultando positivo aparente, isto não quer dizer que nada aconteceu. Se, porventura, a pessoa se converter com o nosso testemunho é bem provável que estamos colhendo onde outro semeou (Jo.4:38). Por isto, nunca é vão proclamarmos o evangelho (II Tm.4:2).

Infelizmente, nem todos aceitarão o Evangelho (Rm.10:16; Jo.3:17-19). Mas existem aqueles em cujos corações o Espírito Santo está trabalhando já faz algum tempo e que só estão esperando que alguém lhes fale de Jesus para entregarem as suas vidas para Ele. São encontros divinamente preparados pelo Senhor que podem acontecer em qualquer tempo e qualquer lugar. Neste sentido, a evangelização é uma verdadeira caça ao tesouro – onde as vidas são o tesouro e a recompensa (Mt.13:44; Is.53:11,12).

VI. EVANGELIZANDO NO PODER DO ESPÍRITO SANTO

 Devemos evangelizar, porém, no poder do Espírito Santo (Mc.16:20; Mc.16:17,18; Rm.15:18,19; I Co.2:4,5; I Ts.1:5). Tanto a comunicação em massa quanto a comunicação individual do Evangelho só trarão resultados positivos se o coração do homem, e não a sua mente, for alcançado pela mensagem (Mt.11:25; Jo.6:45; At.2:37,38; 16:13,14). Sem o poder de Deus para trazer convicção de pecado e fé na obra da cruz, somente cumpriremos uma tarefa sem alcançar o nosso objetivo de ganhar almas.

A oração é a ferramenta que libera o poder do Espírito Santo para salvar (At.4:23-31). As pessoas podem rejeitar a nossa mensagem porque amam o mundo (Jo.3:19,20) ou porque estão no engano (II Co.4:3,4). Todavia, através da oração podemos destruir as fortalezas erguidas nas mentes das pessoas, levando cativo o pensamento a obediência de Cristo (II Co.10:3-5).

Segue um exemplo de uma oração para a destruição de fortalezas na mente:

“Pai, em nome de teu Filho Jesus, ataco as fortalezas que Satanás construiu na mente de [use o nome da pessoa]. Destruo estas fortalezas e toda altivez nesta mente que se exalta contra o conhecimento de Deus. Liberto esta mente à obediência de Cristo, para que ela seja reconciliada com Deus. Peço que despertes nela sede e fome de Deus, convencendo-a do pecado, da justiça e do juízo. Amém.”

 

Wilson Linhares Castro


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