Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda e certa; e ele descera sobre nos como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6:3)

10 Renovando a nossa mente

discipuladoLIÇÃO 10 – RENOVANDO A NOSSA MENTE

 

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação de sua mente …” (Rm.12:2)

 

I. MUDANDO A NOSSA MANEIRA DE PENSAR

Fomos educados para vivermos uma vida independente de Deus (Jó 21:14,15; Sl.10:3,4). Até a nossa conversão, não tínhamos uma real consciência da existência de Deus, nem conhecimento da Sua vontade (I Co.2:14). Enquanto isto, ao nosso redor, os homens organizam as suas vidas de maneira tal que dão a entender que Deus não existe ou que, pelo menos, pode-se ignorá-lo. Estes fatos nos levam a agir de acordo com a mentalidade deste mundo e a tomar decisões baseadas na nossa própria experiência, em vez de segundo a vontade de Deus (Ef.2:1-3).

Não podemos mais nos conformar com esta maneira de viver. Precisamos substituir os valores deste mundo pelos valores de Deus. Por isto tem que haver uma mudança em nossos conceitos sobre Deus, o mundo e a vida. Estes novos conceitos são encontrados na Bíblia (I Co.2:13).

II. A BÍBLIA – PRINCIPAL AGENTE DESTA MUDANÇA

A Bíblia não é apenas um código de normas morais ou uma compilação de relatos históricos, filosóficos e poéticos. Ela é a maneira que Deus escolheu para revelar a Si mesmo à humanidade, bem como o Seu propósito para a criação. Se quisermos saber quem Deus é, qual o sentido da vida e o que está por vir temos que ler a Bíblia. Devemos julgar e determinar o que é certo e errado, o que é santo e profano baseando-nos apenas na Palavra de Deus e não nas opiniões dos homens.

No entanto, vivemos numa época em que os homens têm atacado a Bíblia, tanto dentro como fora da igreja. Por isso, precisamos reafirmar o que os antigos conselhos da igreja estabeleceram.  Há centenas de anos, os líderes da igreja reuniram-se para tratarem de certos problemas que estavam destruindo a fé e a prática cristã. A Confissão de Westminster é resultado de um destes conselhos. Baseada em Atos 17:10,11, ela nos fornece três declarações importantíssimas que servem de diretriz para todo aquele que busca e zela pela verdade. São elas:

a) nada contrário às Escrituras pode ser verdadeiro;

b) nada que seja acrescentado às Escrituras pode ser obrigatório;

c) todos os crentes são responsáveis diante de Deus para pesquisarem as Escrituras a fim de verificarem se o que está sendo dito pelos líderes da igreja é verdadeiro.

III. ALINHANDO OS NOSSOS PENSAMENTOS COM OS PENSAMENTOS DE DEUS

Não é suficiente, no entanto, apenas conhecer as Escrituras. Precisamos adequar os nossos pensamentos a elas. Como vimos, a estrutura do pensamento humano é contrária à de Deus, por isso a tendência natural, quando lemos a Bíblia, é a de interpretá-la de acordo com o nosso entendimento (Is.55:8,9). Isto resulta na tentativa de ajustar Deus aos nossos preconceitos, experiências e tradições. É essencial que entendamos que a Bíblia contém os pensamentos de Deus. Portanto, é imprescindível que tomemos as passagens das Escrituras e alinhamos os nossos pensamentos a elas. Só assim teremos a mente de Cristo (I Co.2:16). Precisamos aprender a penetrar na mente de Deus pela Sua Palavra, assim como revelada pelo Espírito Santo.

IV. SENDO ENSINÁVEL

O Espírito de Deus só pode ensinar aqueles que são educáveis (que se deixam ensinar). O conhecimento intelectual, muitas vezes, traz consigo o germe da arrogância espiritual. Por isso, Jesus declarou que os iletrados (que não têm conhecimento literário), e não os eruditos (acadêmicos) teriam maior chance de entender a Bíblia (Mt.11:25).

Ser educável é uma das qualidades básicas da humildade. A pessoa que é arrogante e orgulhosa não se deixa ensinar, pois pensa que já sabe tudo. Era sobre isto que Jesus estava falando quando disse: “Se não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.” (Mt.18:31). A maior qualidade de uma criança é o fato de ela ser suscetível ao ensino.

Jesus não pôde ensinar os fariseus porque eles achavam que já sabiam tudo, que não havia mais nada para aprender. Por isto, precisamos manter uma atitude humilde e educável se queremos conhecer e entender os pensamentos de Deus, pois “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (Tg.4:6). 

V. PRATICANTES E NÃO SOMENTE OUVINTES

Todavia, não é suficiente apenas receber ensino e crer nele. Precisamos pôr em prática aquilo que ouvimos. Aquele que ouve, mas não pratica o que ouve engana-se a si mesmo (Ez.33:30-32; Tg.1:22-25). Se o indivíduo permanecer indiferente, sem buscar viver o que está aprendendo, não passará de um religioso e jamais experimentará transformação.

Se quisermos de fato nos tornar como Jesus, precisamos ser mais do que meros ouvintes da palavra. É a pratica que forma em nós convicções que não podem ser abaladas pelas tempestades da vida (Mt.7:24-27).

 

Wilson Linhares Castro


Áudio: