Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda e certa; e ele descera sobre nos como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6:3)

Dons Carismáticos (Orville E. Swindoll)

Dons Carismáticos

 

O Movimento Carismático foi um movimento de renovação espiritual que ocorreu dentro das igrejas protestantes tradicionais e da igreja católica. Fundamental para este movimento foi o batismo no Espírito com a evidência de falar em línguas estranhas (glossolalia) e o uso de dons carismáticos. Entre os protestantes, iniciou-se em 1960 e entre os católicos romanos, em 1967.

A Igreja Episcopal norte-americana foi a primeiro a sentir o impacto do novo movimento. O início do movimento carismático é geralmente datado da Páscoa de 1960, quando Dennis Bennett, reitor da Igreja Episcopal de São Marcos, em Van Nuys, Califórnia, relatou sua experiência pentecostal a sua paróquia. A cobertura da imprensa e a polêmica resultante tornou o acontecimento público, dando início ao movimento.

Logo, o movimento se espalhou para outras igrejas tradicionais, onde o clero começou a receber e anunciar publicamente a sua experiência pentecostal. Estes clérigos começaram a realizar reuniões para quem buscava o batismo no Espírito e também a cura divina. A Renovação Carismática Católica começou em 1967 na Universidade de Duquesne em Pittsburgh, Pensilvânia. O termo “carismático” foi cunhado pelo ministro luterano americano luterano Harald Bredesen, em 1962 para descrever o que estava acontecendo nas denominações protestantes. Confrontado com o termo “neo-pentecostal”, ele preferiu chamá-lo de “renovação carismática nas igrejas históricas”.

Atualmente, costuma-se separar aqueles que são e os que não são carismáticos. Entretanto, esta separação não existe de fato, pois toda igreja é carismática, a começar pelo seu fundador, Jesus Cristo. Portanto, a expressão “carismático” tem dois sentidos: aqueles que usam os dons carismáticos sobrenaturais e aqueles que são carismáticos, pelo simples fato de serem cristãos, uma vez que a igreja toda é carismática.

Neste contexto dividimos os dons em: ordinários e extraordinários, os ordinários são os de natureza comum, como, por exemplo, o dom musical; e os extraordinários são aqueles citados em 1 Co 12.8-10 – (1) Palavra da Sabedoria; (2) Palavra do Conhecimento; (3) Fé; (4) Curas; (5) Operação de milagres; (6) Profecia; (7) Discernimento de espíritos; (8) Variedade de línguas; (9) interpretação de línguas, portanto sobrenatural, concedidos por Deus através do Espírito Santo. Teologicamente, definimos “dom” partindo de sua origem na palavra grega: “charisma”, que significa “um donativo dado liberalmente”. Portanto, os dons são capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito Santo com o propósito de edificar a Igreja (1Co 14.12) e propagar o Evangelho de Jesus Cristo (At 1.8).

 

Fonte: Seara Latina (usado com autorização)


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